Perdoem a inconstância dos posts, mas essa reta final da Gestação está me consumindo mesmo.... Mas hoje li uns posts no Facebook e resolvi expor aqui o que penso sobre a Ideologia de Gênero para crianças.
Eu aqui tenho dois pequenos, a Analu caminhando para os 3 anos e o André com 8. Convivo com Gays normalmente, tenho amigos que frequentam minha casa e um dos dindos da Analu é gay e tinha, até bem pouco tempo, um relacionamento mega estável, convivendo ambos conosco em harmonia.
Ana nem tanto, até por ser muito pequena, mas o André sempre conviveu com casais homossexuais (amigos nossos) e sempre agimos de forma natural. Tanto na nossa casa quanto na casa desses amigos, haviam demonstrações de afeto, nada explicito como beijos e tal (até porque mesmo em casais héteros acho péssimo a lambeção em locais públicos ou reuniões íntimas onde o papo deve prevalecer), mas existiam demonstrações até mesmo na forma em um lidar com o outro, gestos singelos que demonstram amor. André convivia com isso normalmente, nunca questionou, nunca se assustou, até porque lidamos com isso de forma natural, o amor é natural.
Por exemplo, ele nunca questionou o fato de na casa dos "tios Andrews e Miguel" só haver uma cama de casal, nós também nunca paramos para explicar, afinal se a mente dele não havia questionado aquilo, não havia pra que explicar algo. É preciso também deixar claro que a postura do Andy em relação a vida dele com as crianças, sempre foi muito discreta... nunca chamou o companheiro de "namorado" perto das crias. Não por pedido nosso, mas por vontade dele mesmo, sempre o citava pelo nome ou "meu amigo". Sem que isso fosse imposto por nós, foi apenas uma escolha dele mesmo.
Mas, mesmo assim, o André uma vez deixou claro que sabia que eles se amavam. Falou isso claramente para mamãe. E achamos muito fofo na época, porque ele falou de amor sem questionar, sem exemplificar, apenas disse "vovó o tio Miguel ama o Tio Andrews" e ficamos assim, só com essa frase tão simples.... Tão real a época.
Aqui eles não veem programas adultos de TV, nem mesmo ficam no mesmo comodo quando vemos novela ou filmes, ou seriados. André tem a TV dele e nela só desenhos. Analu ainda não tem a dela, compartilha com ele a TV ou assiste na sala, desenhos também. Até por isso nunca fomos questionados por alguma cena em que talvez precisássemos explicar. Como acreditamos que novelas, seriados, filmes, não são para crianças mesmo, pouco nos importa se terá ou não beijo gay, casal gay, transsexuais em cena, nada. Eles não verão porque não possuem idade/maturidade para esse tipo de entretenimento. Então pode ter a vontade que está tranquilo para nós.
Pulamos muito carnaval, gostamos de blocos, e invariavelmente tem gays, lésbicas, transsexuais, transformistas e etc. André sempre viu todos, nunca questionou nenhum,os mantemos em silêncio e agindo naturalmente, a resposta dele é ser natural como somos. Citei o carnaval por ser um "ambiente" mais adulto que ele frequenta. Praias também... De resto focamos em entretenimento estritamente infantil.
Nossa postura é justamente ser natural, tratamos todos com naturalidade, porque crianças são nosso reflexo. Se não possuímos preconceitos, não destilamos ódio e nem discriminamos seja o que for, eles verão o mundo da forma como vemos e não alimentarão ódio, rancor, preconceito neles.
Pode parecer bobeira, mas aqui em casa não permitimos o uso de termos pejorativos como "viadinho". Ninguém usa perto das crias, em relação a nada. Já vi uma criança da idade do André, que estava aqui brincando com ele, se referir a uma outra criança assim "Fulano parece um viadinho", repreendi no ato dizendo que pessoas não podem parecer animais, e André completou dizendo que "veado parece com alces, não com crianças" (S2). E é justamente por isso que não permitimos esse tipo de atitude perto das crias, vindas de outras crianças ou de adultos. Também não estimulamos sexualidade. ODEIO quando perguntam se André tem namorada. Não só pelo ciume que sinto (que é o que a maioria insiste em crer) mas porque pra mim tudo tem seu tempo, se ele não demonstrou interesse em chegar falando de uma namoradinha do colégio, não acho necessário estimularem isso. Tantas coisas para se perguntar a uma criança, que realmente acrescente, e essa não é uma das perguntas. Essa imposição por afirmação de sexualidade... Não acho correto e não gosto mesmo.
Aqui o selinho entre pais e filhos e permitido, entre avós, entre os dindos, os tios queridos. Sem diferenciar sexo. O que diferenciamos são pessoas... Tem algumas pessoas que não achamos legal que seja tratada assim e não incentivamos e o André por sua vez não trata assim. Analu não gosta de selinhos em ninguém, quem pede beijo fazendo biquinho ela automaticamente oferece a bochecha. Gesto exclusivo dela, nunca ensinamos e até conosco ela age assim.
Não temos o hábito de grifar o que é para menino e o que é para menina. Como temos um casal (por enquanto) e estimulamos que brinquem juntos, muitas vezes Ana esta as voltas com carrinhos e heróis do André e André embalando alguma boneca, fazendo comidinha ou dando aulas a pelúcias. Nunca dissemos que esse ou aquele brinquedo é para menino ou menina.O máximo que fazemos, em momentos de conflito entre eles, é dizer que um brinquedo é da Ana e outro do André. O mesmo são as cores. A cor favorita do André é vermelho e ele deixa isso claro. A cortina do quarto é vermelha, várias roupas... itens... o que for que ele possa escolher cor, será vermelho. Mas tem peças rosa, lilás, e usa normalmente. Ana optou pelo rosa como cor favorita, mas gosta de azul também e tem preferência por heróis a princesas.
Tudo de forma natural e é exatamente essa naturalidade que acho que deve ser trabalhada. Você pai/mãe, não precisa ensinar ao seu filho que ele nasce com um sexo biológico e que com o tempo desenvolve o gênero. Desnecessário. Você pode e deve ensinar ao seu filho/filha que as diferenças devem ser respeitadas, deve agir naturalmente com o que é diferente e isso fará dele um ser que respeita os outros.. Quando ele crescer, não importa o gênero que ele terá, ele saberá respeitar o outro.
E quando percebo algum comportamento machista no André, ou preconceituoso, no mesmo momento eu o chamo atenção e ensino a forma correta. Não deixo aquela opinião crescer dentro dele, não deixo isso tomar forma... As vezes ele chega do colégio com frases do tipo "meninas não podem fazer isso" e eu no ato explico que meninos e meninas podem fazer tudo igual, que são pessoas com as mesmas capacidades porque possuem dois braços, pernas, cabeça, tudo igual um ao outro, portanto podem sim fazer as mesmas coisas. Explico sem tem arroubos feministas ou xiitas. Mas o faço para que ele compreenda a igualdade. Geralmente exemplifico comigo e o papai. E ele acaba aceitando bem e nunca mais retorna ao assunto.
Se a gente cria os filhos com amor, com respeito, com normalidade e naturalidade, não é preciso dar muitas explicações até que eles solicitem. E se e quando solicitarem, devemos ser diretos, simples, objetivos, sem julgamentos ou opiniões, apenas a informação solicitada.
Eu deixo tudo no tempo dos meus filhos.. Quando for o tempo de cada um questionar seja lá o que for, estarei pronta para responder. Por enquanto, incentivo apenas o respeito, a igualdade, o amor.
Procure fazer o mesmo, incentive as coisas boas e a última coisa que vai te importar é se seu filho aprenderá ou não sobre ideologia de gênero na escola, porque você, em casa, já terá ensinado o básico...
Forma simples, sucinta e direta de falar sobre o tema. Creio que o caminho é este mesmo eu sendo um pouco ""suspeito". Gosto de sua imparcialidade
ResponderExcluirAdorei o texto da Angela, sempre criei meu casal de forma bem parecida!!
ResponderExcluirAcredito que ensinar o respeito seja realmente o principal!!!
Faço uma ressalva sobre a como estão colocando a ideologia de gênero, acho isso uma forçação de barra terrível. Principalmente sobre o tom de sexualidade que estam querendo incluir!!
Acho mesmo que a nossa sistema educacional deveria sofrer uma repaginada, poderia haver uma matéria dentro da sociologia que falaria sobre temas diversos: gênero, religiosidade, economias políticos e culturas de forma geral!!
A temática contudo seria aprofundada a cada ano, assim no período de ensino fundamental poderia ser abordado os diferentes tipos de estilos de vida escolhidos pelas pessoas!!!
Essa matéria não deveria ter um professor só a cada ano e sim vários, onde cada um seria especialista em sua área!!!
Sonho meu!!
Por enquanto fico responsável de educar os meus da melhor forma que posso!!!
Nao su a favor do ensino nas escolas, nao por preconceito ou por medo, mas porque nossos professores naoe sao preparados para isso. as facuuldades nao ensinam aos futuros mestres a arte de educar, a arte de ensinar. Elas formam pesquisadores, formam pessoas habilitadas em determinadas disciplinas, mas nao formam educadores, nao dao amplitude a didatica e ensinar sbre ideologia de genero émuito mais do que repetir falacias de um livro ou uma teoria qualquer.
Excluirisso exige conhecimento, tato, cuidado que faculdade alguma dará, ainda nao estamos preparados para isso. E infelizmente no Brasil, não existe um sisema que "fiscalize" mestres para saber se suas aulas sao eficazes, interessantes... nao ha um "teste de conhecimentos" alem do dia a dia nas aulas.
Como saber se estao ensinando da forma correta?
Ainda nao estamos prontos pra isso, nao enquanto o ensino e o educador nao forem valorizados como tal, preparados de fato e nao apenas jogados aos leoes
Simples como a vida deve ser.... Genial! ��
ResponderExcluirSimples como a vida deve ser.... Genial! ��
ResponderExcluirPerfeito texto! Simples objetivo e direto! Adorei!
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